O que se tem verificado ultimamente no Brasil é que a credibilidade dos poderes e de
seus integrantes tem-se mostrado inversamente proporcional à sua legitimidade.
A
diminuição da confiança dos cidadãos nas instituições do Governo e a queda de credibilidade
dos governantes provocam uma diminuição de sua capacidade para enfrentar os problemas,
dentro de um círculo vicioso que pode ser definido como a espiral da não-governabilidade.
A verdade é que vemos o crescimento de uma tendência autoritária de poderes e sub-poderes
da qual o Brasil custou a se livrar, e que ameaça voltar e se transformar em uma aguda e
irreversível crise institucional ou no esfacelamento de nossas instituições democráticas.Como assevera
o cientista político Octaciano Nogueira, “o primeiro e mais eficiente resultado de qualquer
reforma é que produza mudanças e transformações que justifiquem a sua adoção,
modernizem velhas práticas, substituam arraigados e superados hábitos e proporcionem
racionalidade e economia.”
Portanto, para conseguirmos chegar ao país que a população brasileira almeja, precisaremos, com efeito, construir pontes e, mais
ainda, destruir muralhas. Ou seja, mais do que reformar, devemos reconstruir a política e suas
instituições.
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