“Quem quer garantir a própria liberdade, deve preservar da opressão até o inimigo; pois, se fugir a esse dever, estará a estabelecer um precedente que até a ele próprio há-de atingir.”
Thomas Paine

domingo, 12 de junho de 2016

Sintomas de um país estiolado

O que se tem verificado ultimamente no Brasil é que a credibilidade dos poderes e de seus integrantes tem-se mostrado inversamente proporcional à sua legitimidade.
A diminuição da confiança dos cidadãos nas instituições do Governo e a queda de credibilidade dos governantes provocam uma diminuição de sua capacidade para enfrentar os problemas, dentro de um círculo vicioso que pode ser definido como a espiral da não-governabilidade.
A verdade é que vemos o crescimento de uma tendência autoritária de poderes e sub-poderes da qual o Brasil custou a se livrar, e que ameaça voltar e se transformar em uma aguda e irreversível crise institucional ou no esfacelamento de nossas instituições democráticas.Como assevera o cientista político Octaciano Nogueira, “o primeiro e mais eficiente resultado de qualquer reforma é que produza mudanças e transformações que justifiquem a sua adoção, modernizem velhas práticas, substituam arraigados e superados hábitos e proporcionem racionalidade e economia.” 
Portanto, para conseguirmos chegar ao país que a população brasileira almeja, precisaremos, com efeito, construir pontes e, mais ainda, destruir muralhas. Ou seja, mais do que reformar, devemos reconstruir a política e suas instituições.


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