Lá se vão 127 anos de crises e insurreições, de revoltas e conflagrações,de
golpes e revoluções. Suplantada a aristocracia imperial, superarmos a oligarquia
republicana. Convivemos com estado de sítio, com estado de exceção.
Enfrentamos ditaduras, civil e militar. E, ainda hoje,estamos em processo de
redemocratização.
Sob o presidencialismo usufruímos tão somente de espasmos de
democracia. Não há mais como sustentar um sistema anacrônico, contaminado e deteriorado em sua essência, em sua prática e nos exemplos traumáticos de
nossa República. Basta dizer que de 1926, com Artur Bernardes, até 2011, com
Lula, nenhum presidente da República transmitiu o cargo a seu sucessor sob as
mesmas regras que recebeu do antecessor, tendo eles cumprido integralmente
seus respectivos mandatos.
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